BRASIL E MÉXICO NEGOCIAM ACORDO DE COMPLEMENTAÇÃO

Brasil e México concordaram em negociar um Acordo de Complementação Econômica (ACE), amplo, com reduções tarifárias sobre o universo dos produtos trocados e não sobre os itens ou setores específicos. Depois que o Itamraty fez essa proposta ao México, há dois meses, mediante a apresentação de um documento contendo as bases para um ACE, o presidente mexicano, Carlos Salinas de Gortari, disse em São Paulo, há poucos dias, que também é do interesse de seu país negociar um acordo de livre comércio-- expressão que ele usou para definir o mesmo tipo de tratado bilateral. Apesar do interesse dos dois países, há dificuldades pela frente, como a incerteza do México de negociar um ACE que poderia ser prejudicado ao final dos próximos dois anos, quando entrará em vigor o MERCOSUL com regras específicas para tratados comerciais com terceiros países e com uma tarifa externa comum que ainda não é conhecida. Segundo uma fonte diplomática, o governo mexicano teme fazer um acordo que estimule as empresas a investir no Brasil por um prazo muito curto, de dois anos. Salinas de Gortari, ao falar a empresários em São Paulo, foi específico: disse que seu país quer fazer um acordo de livre comércio com o Brasil ou com o MERCOSUL. A Argentina também tem interesse em negociar um ACE com o México (GM).