Pouco mais de 15 dias após o início do plantio de alho em Santa Catarina, as primeiras avaliações indicam para uma redução entre 5% e 25% na área cultivada, em relação à safra de 1991. Segundo o IBGE, a área plantada deverá cair dos 4.583 hectares para 4.325 hectares neste ano, uma redução de 5,6%. Porém, técnicos e produtores de Curitibanos, no Planalto Serrano, estimam que a redução possa chegar a 25%. O município produziu no ano passado cerca de 50% das 22,5 mil toneladas colhidas no estado. Santa Catarina vem produzindo nos últimos anos aproximadamente 25% da colheita brasileira de alho. Segundo o engenheiro agrônomo Gilmar Dallamaria, a Empresa de Pesquisa e Difusão de Tecnologia Agrícola do Estado (Epagri), que trabalha na assistência técnica aos produtores curitibanos, a redução é decorrência dos baixos preços obtidos na safra passada e da liberação das importações de alho argentino. "Os produtores sabem que, para o alho, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) já começou. Dallamaria disse que em média o quilo do alho foi comercializado na última safra a US$0,60. A média de preço por quilo nos últimos anos chegaria a US$1. Pelos cálculos do Instituto Cepa, vinculado à Secretaria da Agricultura, o quilo do produto comercializado em fevereiro deste ano foi Cr$2.896,00, 43% a menos que em fevereiro de 1991, quando valia Cr$5.102,00 a preços constantes. No mesmo período, em 1989, o alho chegou a valer Cr$7.160,00 (GM).