VIGÍLIA CONTRA OS MIGRANTES EM NOVO HAMBURGO

A vinda de migrantes pobres de todas as regiões do estado na busca de uma vida melhor levou o prefeito de Novo Hamburgo (RS), Paulo Ritzel (PMDB), a fechar as portas da cidade, para evitar que se agrave ainda mais o caos
47865 social. Cidade rica do Vale dos Sinos, Novo Hamburgo baseia sua economia no setor coureiro-calçadista. Mas dos 35 mil empregos, somente nas fábricas de calçados, no início da década de 80, hoje não existem mais do que 15 mil pessoas empregadas. Quatro viaturas do serviço de fiscalização da prefeitura circulam 24 horas por dia na cidade, evitando a chegada de mais migrantes e a construção de barracos em terrenos públicos ou privados. Quando alguém de fora chega a Novo Hamburgo, sem emprego e sem ter onde morar, a fiscalização, imediatamente, o leva para fora da cidade ou até o lugar de origem em caminhões da própria prefeitura (JB).