FÓRUM DISCUTE O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

A educação é o pilar de sustentação para o desenvolvimento pleno de qualquer país e, sem ela, o Brasil não poderá se tornar competitivo e produtivo. Essa foi a tônica do fórum "Educação para o século XXI: a nova dimensão do trabalho", que reuniu ontem, na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, especialistas no setor, empresários e sindicalistas. Eles foram unânimes em reconhecer que a capacitação da mão-de-obra é fator indispensável para garantir espaços no mercado internacional e que isso só pode ser obtido através de um sólido sistema educacional. O secretário-geral da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), Ernesto Ottone, apresentou o documento elaborado pela comissão e pela UNESCO para a América Latina destacando a educação básica como elemento central para assegurar a competitividade. Segundo o documento, a administração do sistema educativo na região se caracteriza por uma gestão extremamente centralizada e burocrática e dissociada de responsabilidade. O pesquisador Sérgio Costa Ribeiro, do Laboratório Nacional de Computação Científica, denunciou que não são corretos os levantamentos do Ministério da Educação sobre taxas de evasão e repetência escolar no Brasil. Segundo ele, a evasão na rede oficial é pequena, mas os índices de reprovação são os mais altos do planeta: apenas 40% dos estudantes conseguem concluir o 1o. grau e, mesmo assim, depois de permanecerem, em média, 11,5 anos na escola e sofrerem pelo menos três reprovações. O presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, citou a incorporação de novas tecnologias para se garantir a competitividade. O representante da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Marco Antônio de Oliveira, lembrou que não se pode falar em modernização num país com 40 milhões de trabalhadores fora do mercado (O Globo).