A ocupação sócio-econômica desordenada e o comprometimento ambiental de toda a parte oriental da Amazônia legal (leste do Para, oeste do Maranhão, centro-sul de Mato Grosso e oeste de Tocantins) está surpreendendo os técnicos do IBGE. Com prazo de conclusão em fevereiro de 1993, o IBGE está realizando um estudo que compreende o diagnóstico ambiental dos cinco milhões de m2 da Amazônia legal (cerca de 60% do território nacional). Os técnicos apontam as políticas públicas de ocupação da Amazônia-- principalmente as desenvolvidas nos anos 60 e 70-- como a principal causa do estado de degradação. O chefe do Departamento de Geografia do IBGE, Cesar Ajara, afirma que o ritmo da destruição ambiental diminuiu devido ao período recessivo vivido pelo país desde os anos 80. Segundo ele, o diagnóstico servirá de base para que os diferentes poderes públicos possam ordenar o desenvolvimento sustentável da região (FSP).