Disseminado na Europa e nos EUA, o uso da energia eólica (dos ventos) para geração de eletricidade só agora começa a se espalhar no Brasil. O melhor exemplo disso é a instalação da primeira turbina de grande porte da América Latina. Ela está entrando em operação no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE), onde os 1,7 mil habitantes dependem de óleo diesel para iluminar suas casas. Sem recursos naturais que possibilitem a construção de hidrelétricas-- o que provocaria prejuízos graves ao meio ambiente--, Fernando de Noronha consome anualmente 700 mil litros de combustível, que geram 250 mil quilowatts hora/ano para a principal e única ilha habitada do arquipélago. A turbina foi projetada para gerar 10% da energia necessária à ilha, o que garantirá uma economia anual de 70 mil litros de óleo. Com isso, a CELPE (Companhia de Eletricidade de Pernambuco) deixará de gastar US$25 mil por ano em combustível. Existem cerca de 20 mil turbinas de energia eólica instaladas em todo o mundo. Juntas, elas geram mais de dois bilhões que quilowatts hora/ano, que proporcionam uma economia anual de três milhões de barris de petróleo. Apesar do Brasil dominar a tecnologia para o setor, a utilização de energia eólica se limitava até agora às áreas rurais par bombardeamento de água através de cataventos, um sistema do século XVII. O país, no entanto, não tem um levantamento sobre a potencialidade de seus ventos (O Globo).