O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), afirmou ontem que a Rio-92 deixou marcas muito positivas e até lições para o governo, como o cuidado com a segurança. "É verdade que aquele contingente de soldados do Exército não está ao nosso alcance, porque isso pertence às Forças Armadas, mas vamos nos empenhar numa profissionalização maior das polícias Militar e Civil", disse. O governador prometeu também aumentar o número de agentes "o quanto for possível e distribuí-los da melhor forma. Mais soldados nas ruas é a minha orientação. Além disso, vamos insistir na questão da educação, para tirar os meninos das ruas". Um dia após o fim da Rio-92 e da desativação do policiamento ostensivo no centro e zona sul da cidade, o estudante canadense François Meloche, de 19 anos, foi baleado no maxilar ao reagir a um assalto no ônibus 571 (Glória-Leblon) no último dia 15. No centro da cidade, ontem, meninas de rua fizeram um "arrastão" na Farmácia Mundial. Um dos funcionários reagiu e expulsou da farmácia a chutes e pontapés as menores. Elas revidaram e atiraram pedras no estabelecimento (JB).