COLLOR E COIMBRA INTERPELAM MOTTA VEIGA

O ex-presidente da PETROBRÁS, Luís Octávio da Motta Veiga, terá um prazo de 48 horas, a partir de hoje, para confirmar ou desmentir perante a Justiça as denúncias que fez contra o presidente Fernando Collor e o secretário-geral da Presidência da República, embaixador Marcos Coimbra. Collor e Coimbra foram aconselhados pelo ministro da Justiça, Célio Borja, a encaminhar à Justiça duas ações separadas de interpelação contra Motta Veiga. Na interpelação do presidente, Motta Veiga terá de esclarecer declarações dadas à revista "Veja" de que Collor seria a fonte de poder do empresário Paulo César Farias, o PC. Motta Veiga também terá de explicar a denúncia feita anteontem a este jornal de que Coimbra o impedira de relatar a Collor as pressões de PC no caso VASP-PETROBRÁS. Além da interpelação, o governo está preparando um dossiê com o qual pretende acusar Motta Veiga de irregularidades em pelo menos dois episódios, durante sua gestão na PETROBRÁS: uma compra de petróleo do Irã com superfaturamento e uma operação de recompra ("relending") de títulos da dívida externa brasileira (O Globo) (JB).