O Brasil entrou ontem para uma lista negra preparada pelo Departamento de Comércio dos EUA. O país foi posto numa relação de países sobre os quais o governo norte-americano passa a impor restrições para as exportações de tecnologia e peças que possam ser utilizados na produção de mísseis balísticos. Essa decisão política, tomada depois de várias consultas ao Departamento de Estado e a outras agências federais, foi anunciada pela subsecretária de Administração de Exportações, Joan McEntee, e publicada na edição de ontem do "Federal Register"-- o diário oficial norte-americano. Segundo ela, qualquer pedido de partes ou equipamentos que possam ter aquele fim, terá de obter uma licença especial de exportação. As restrições, na verdade, vão além de peças e equipamentos. Elas incluem também o financiamento, o seguro, o transporte e o agenciamento de produtos ou serviços que poderiam ser vendidos por pessoas ou empresas dos EUA. Para que não existam dúvidas a respeito, além de relacionar o país na lista, o Departamento de Comércio incluiu uma série de projetos de mísseis que vêm sendo desenvolvidos no Brasil: Sonda III, Sonda IV, SS- 300, SS-1000, MB/EE, e VLS (um lançador de foguetes espaciais) (O Globo).