Mais de um ano depois da descoberta das fraudes que provocaram um rombo estimado em US$300 milhões nos cofres da Previdência Social, os principais funcionários do INSS envolvidos nos escândalos ainda não foram punidos pela autarquia. Afastados de suas funções, continuam recebendo seus salários normalmente. Embora já tenha sido preso e tido seus bens bloqueados, o ex-procurador geral substituto no INSS no Rio de Janeiro, Sérgio Jardim de Bulhões Sayão, se aposentou em 1991 e recebeu, em abril, Cr$4,2 milhões. O ex-procurador chefe da Procuradoria Judicial do INSS, René Manoel Silva Gomes, recebeu em maio Cr$6,004 milhões. Aroldo Niskier, ex-superintendente do INSS, e Sérgio Pereira Cardoso, ex- chefe da Divisão de Finanças da autarquia receberam em maio, respectivamente, Cr$1,765 milhão e Cr$1,769 milhão (O Globo).