No balanço dos resultados da Rio-92, o presidente Fernando Collor classificou ontem o encontro como "um acontecimento extraordinário e fundamental para o mundo". Em cadeia nacional de rádio e televisão, num pronunciamento de sete minutos, Collor afirmou que o reconhecimento internacional do empenho brasileiro nas questões ecológicas foi demonstrado pela concessão de financiamentos ao país que poderão chegar a US$4,6 bilhões. Segundo o presidente, os investimentos vão beneficiar a maioria dos estados-- e todos os do Nordeste. A maior fatia dos recursos já garantidos será enviada ao Brasil pelo Japão: US$1,1 bilhão; o BIRD (Banco Mundial) financiará projetos com US$1 bilhão; o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) poderá repassar US$2,2 bilhões; e a Alemanha financiará projetos com US$300 milhões. Na avaliação de Collor, a Rio-92 deu início à mudança de mentalidade em relação aos problemas do meio ambiente. E fez com que a maioria das pessoas passe a perceber que é preciso que todos os países trabalhem juntos para que as decisões da conferência possam ser colocadas em prática. Em seu discurso, o presidente Collor fez as contas: 61 presidentes e monarcas, 40 primeiros-ministros, oito vice-presidentes e um príncipe-herdeiro. Ao todo, 175 países estiveram representados (O Globo) (JB).