A CEME (Central de Medicamentos do Ministério da Saúde) enviou no governo Collor pelo menos US$16 milhões (Cr$49,8 bilhões atuais) para o Lifal (Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas). O laboratório é a unidade operacional da CEME em Alagoas e está sob investigação desde que o empresário Paulo César Farias admitiu ter pedido ao Ministério da Saúde que liberasse verbas para obras de ampliação e compra de equipamentos para o órgão. Os empenhos (autorização para liberar verbas) discriminando os repasses de verbas para o laboratório foram fornecidos pela própria CEME, atendendo a um pedido de informações do deputado Jackson Pereira (PSDB-CE). Ele vai pedir à CPI que investigue os repasses. A CPI do Congresso que investiga as denúncias contra PC tem a cópia de uma anotação manuscrita pelo empresário em que este se compromete a pedir que o Ministério da Saúde liberasse verbas para o Lifal. As verbas foram liberadas entre junho de 1990 e dezembro de 1991. Na época, o irmão de PC, Luiz Romero Cavalcante Farias, era o secretário-executivo do Ministério da Saúde. Romero era o responsável pela liberação de recursos para os estados. O Ministério não libera diretamente verbas da CEME, mas tem o comando político do órgão (FSP).