O governo federal aumentou em Cr$20 trilhões a sua dívida junto ao público em maio, para evitar um crescimento do volume de dinheiro em circulação na economia, o que traria reflexos negativos sobre a inflação. A dívida saltou de Cr$62 trilhões, no final de abril, para Cr$82 trilhões no final de maio (crescimento de 10%). A elevação das taxas de juros é o principal fator de crescimento real da dívida. O custo real de rolagem da dívida de janeiro a maio desse ano já chegou a 17,78%. O impacto das taxas de juros reais vem recaindo sobre o estoque global da dívida pública mobiliária federal. Uma avaliação preliminar indica que ele deverá ficar em Cr$284 trilhões. Em dezembro de 91, era de Cr$96,5 trilhões. O grande impacto da dívida em poder do público deve-se à emissão de BBC (Bônus do Banco Central), usado pelo BC para "comprar" dinheiro no mercado com taxas de juros atraentes (FSP).