O Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), a ser criado pela Comissào de Reforma Fiscal como instrumento tributário para arrecadar US$25 bilhões por ano para custear o funcionamento da Previdência Social está provocando, desde já, uma articulação contrária de bancos, bolsas e demais instituições do sistema financeiro. A FEBRABAN (Federação Brasileira das Associações de Bancos), por exemplo, contratou o ex- ministro Maílson da Nóbrega com a incumbência de preparar um estudo sobre a inconveniência desse novo imposto. As bolsas de valores, por sua vez, entregaram ao coordenador da comissão, Ary Oswaldo Mattos Filho, documento com parecer do Federal Reserve (FED, banco central dos EUA) criticando a criação de imposto semelhante em seu país. No relatório das bolsas argumenta-se que todas as operações realizadas no sistema corretoras/bolsas/bancos sejam isentas. O ITF substitui o pagamento de outros impostos que custeiam a Previdência hoje, como o PIS e o Finsocial. Nenhum dos especialistas que se debruçaram sobre o assunto, porém, sabe com certeza o que será realmente o ITF, a amplitude da sua incidência ou a alíquota de desconto (JB).