O presidente dos EUA, George Bush, voltou ontem a criticar duramente a Convenção da Biodiversidade (que protege as espécies vivas do planeta)-- já assinada por 151 dos 172 países que participam da Rio-92. Os EUA são o único país desenvolvido a não assinar o tratado durante a conferência. "Eu acredito que em biodiversidade é importante proteger nossos direitos, nossos direitos nos negócios (...). Eu acho que a biotecnologia americana pode ajudar os outros, mas não se um produto desenvolvido for tomado ou se o incentivo para inovação, o incentivo para lucrar pela sua pesquisa, é retirado", disse Bush durante a única entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Acuado, citou inúmeras vezes que os EUA não se sentem isolados. "Eu mantenho que nós temos o melhor desempenho do mundo em meio ambiente. Nós somos os líderes, não os seguidores", afirmou. Em entrevista exclusiva ao "Jornal do Brasil", Bush também justificou a rejeição como necessária à proteção da indústria da biotecnologia norte-americana. "Ao protegê-la, estou beneficiando o Brasil e todos os outros países, porque a nossa ciência e a nossa tecnologia são as que mais ajudam o mundo, ninguém contesta isso", disse. Ele não acredita que os EUA estejam errados por serem o único país a rejeitar a convenção da biodiversidade: "Eu sou presidente dos EUA e não do mundo", afirmou (FSP) (JB).