As empresas públicas de processamento de dados do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai vão sugerir aos seus governos a inclusão de um subgrupo de informática no Comitê Executivo do MERCOSUL, sediado em Montevidéu. Se aprovada a proposta pelos países-membros, a tarefa prioritária do subgrupo será a organização de um correio eletrônico para agilizar as trocas de informações entre os 11 subgrupos já existentes, informou Miguel Rodolfo Brucher, gerente de contas do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). "No atual estágio da tecnologia, não se cria um mercado comum sem o apoio da informática", disse ele. O subgrupo poderia também facilitar a execução de projetos de pesquisa e investigação conjuntos, a exemplo do que foi instituído na Comunidade Econômica Européia (CEE) pelo Esprit, sediado em Bruxelas. A sugestão será levada aos governos pelos participantes de um encontro dos representantes das empresas públicas realizado ontem, em Porto Alegre, no encerramento da 1a. Feira e Congresso de Informática do MERCOSUL (Fenamercado). Participaram, pela Argentina, o representante de tecnologia da chancelaria para assuntos do MERCOSUL, Roberto de Luise, e o assessor de informática da sub-secretaria de Ciência e Tecnologia, Enrique Draier. Pelo Uruguai, a representante do comitê de Informática do governo, Susana Caffarini. Pelo Paraguai, a chefe do centro de processamento de dados de sub-secretaria de Tributação, Maria Angela Sghezzi. Pelo Brasil, o presidente do SERPRO, Isaías Custódio, e representantes das associações de empresa de processamento de dados estaduais (Abep) e municipais (Asbeme). Brucher acredita que a experiência do SERPRO na criação do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), implantado em 1986 no país, poderia ser aproveitada para a organização de um sistema alfandegário único no MERCOSUL. "O Siafi possibilitou a figura do caixa único no Ministério da Economia, com a interligação por microcomputadores de 4,5 mil pontos onde funcionam órgãos públicos federais", disse. Uma missão brasileira, custeada pelo FMI, partiu neste fim de semana para a Rússia liderada pelo secretário de Planejamento, Pedro Parente, com o objetivo de negociar a transferência do know-how do Siafi. Segundo Brucher, a recomendação foi feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), que possui linhas de financiamento para projetos de informatização da administração financeira em órgãos públicos. Contatos anteriores foram realizados também na Venezuela, em Portugal e no Paraguai, acrescentou Brucher. "O Brasil pode transferir, o know-how, mas a tecnologia seria diferente, de acordo com a proporção do sistema a ser instalado em cada país", disse. Segundo dimensionou, um projeto para a Venezuela teria um custo ao redor de US$1 milhão, implementado em um ano. No caso do MERCOSUL, um projeto conjunto pode ser definido, com a contribuição de cada país-membro em suas áreas de especialização. Estamos buscando sensibilizar o departamento de Integração do Ministério
47649 das Relações Exteriores para essas atividades, e a criação de bases de
47649 dados específicas, disse Brucher (GM).