O governo japonês aumentou de US$600 milhões para US$708 milhões o empréstimo da OECF (Overseas Economic Cooperation Fund) que será concedido hoje ao Brasil. O beneficiário do recurso adicional será o governo de São Paulo, que terá US$508 milhões para o programa de despoluição do Rio Tietê, ficando os US$200 milhões restantes para a Baía da Guanabara. Os convênios serão assinados às 16 horas de hoje em cerimônia que reuniará o presidente Fernando Collor, os governadores de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e o embaixador japonês no Brasil, Yasushi Murazumi. O anúncio desse empréstimo em plena Rio-92, juntamente com a liberação do financiamento de um supercomputador de US$30 milhões para estudos climáticos, faz parte de uma estratégia do governo japonês para aumentar seu espaço no cenário internacional, especialmente na relação com os países em desenvolvimento de economias liberais. Nesta estratégia se insere a decisão japonesa de assinar a Convenção da Biodiversidade, em contraposição aos EUA, que recusam-se a sancionar o documento (JB).