Mais de 2.800 ONGs (Organizações Não-Governamentais) de todo o mundo reunidas no Fórum Global redigiram a sua Carta da Terra, em que apontam o débito e os fluxos financeiros dos países do sul para os do norte, assim como a opulência e a corrupção como as causas primárias da pobreza e da degradação ambiental. Ao lançar ontem a Carta da Terra, no Centro de Imprensa Internacional do Fórum Global, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, ambientalistas disseram que a ONU já desrespeitou um de seus princípios básicos, a liberdade. Eles se referiam ao "tratamento injusto e cruel" dado a jovens que protestavam anteontem no Riocentro. Eles foram presos ao reclamar da censura imposta ao discurso de uma estudante, que criticava os EUA e outros países ricos. Foi uma situação absurda, disse a diretora de programas internacionais da National Wild Life Federation (Federação Nacional da Vida Selvagem), Bárbara Bramble. As ONGs traçaram um plano de ação para a execução prática dos princípios contidos na Carta da Terra. Dentre eles, começar a luta para que seus princípios sejam adotados pela ONU quando de seu 50o. aniversário, em 1995 (FSP).