A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já fechou com a Argentina um acordo para testar a unificação dos mercados acionários previsto no MERCOSUL. Os dois países vão recrutar duas ou três empresas de cada lado, que farão lançamento de ações nas bolsas brasileiras e argentinas. Com isso, nós pretendemos detectar os entraves burocráticos da operação
47628 para aperfeiçoar as regras, explicou o presidente da comissão, Roberto Faldini. O acordo foi fechado na semana passada, durante seminário no México, do qual participaram autoridades do mercado mobiliário de todos os países do continente americano. A interligação das bolsas de valores também foi discutida no encontro. Lá, foi consolidado um documento, que prevê a integração paulatina das normas contábeis, processos de fiscalização e regulamentos fiscais entre todos os países americanos, com o objetivo de alcançar, a longo prazo, a interligação. Os países do MERCOSUL serão os primeiros. Já tínhamos estado em Buenos Aires e feito uma primeira avaliação, mas
47628 na reunião de Cancun eu sugeri ao representante argentino que deveríamos
47628 partir para a prática e, em cima disso, verificar quais os problemas ou
47628 dificuldades que vão merecer um tratamento específico de regras dentro do
47628 contexto do MERCOSUL, disse Roberto Faldini. Ficou combinado que a CVM vai reunir-se com a Associação Brasileira das Companhias de Capital Aberto (ABRASCA) e com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) para que escolham duas ou três empresas brasileiras dispostas a enfrentar a experiência piloto de lançar ações na Bolsa de Valores de Buenos Aires. Do lado de lá, também seriam definidos os nomes de duas ou três empresas argentinas que receberiam autorização para lançar ações nas bolsas de valores brasileiras. "Muitas empresas têm interesses em ambos os países e a experiência pode começar por esse tipo de companhia", adiantou Faldini. Novos investidores-- a CVM aprovou, no último dia 10, o registro de mais quatro investidores institucionais estrangeiros, que passarão a operar nas bolsas de valores brasileiras. Já estão atuando nas bolsas cerca de 300 instituições financeiras, que somavam, no final de abril, US$1,2 bilhão. Os investidores autorizados a operar a partir de agora são os seguintes: The Growth Equities Fund, através do Banco Stok; State Street Bank & Trust Co., que terá como representante o Citibank; Fleming Investiment Management Ltd., associado ao Garantia; e First National Bank of Boston, que atuará através do Banco de Boston (JB) (GM).