O Japão pode voltar a fazer seguros de exportação para o Brasil, assim que o governo brasileiro assinar os contratos da sua dívida com as agências oficiais japonesas, negociados no Clube de Paris. A informação foi prestada ontem pelo vice-ministro de Comércio e Indústria Internacionais do Japão, Massahiro Koga, em encontro com o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, no Rio de Janeiro. Esses seguros são fundamentais para incrementar as vendas do Brasil ao Japão e as importações brasileiras de produtos japoneses de alta tecnologia, hoje sustentadas apenas por linhas de crédito de curto prazo. "Sem seguros garantidos pelo governo japonês, dificilmente os empresários do Japão se arriscam a realizar grandes investimentos em compras do Brasil", disse um membro da comitiva de Massahiro Koga. O vice-ministro japonês anunciou também que o Brasil terá ainda este ano seu supercomputador para controle climático e ambiental, uma máquina de US$30 milhões, inédita no hemisfério sul, que analisará informações sobre clima e queimadas. Durante o encontro com o ministro da Economia foram acertados ainda os últimos detalhes para o anúncio da liberação do empréstimo de cerca de US$700 milhões, destinados à despoluição da Baía de Guanabara e do Rio Tietê (O Globo) (JB).