FMI ADMITE MUDAR META DE DÉFICIT PÚBLICO

Na próxima semana, os técnicos do Banco Central vão apresentar à missão do FMI a metodologia para dimensionar as despesas do setor público, com os juros das dívidas interna e externa. Com isso, será possível, segundo admitiu o chefe da missão técnica do Fundo, José Fajgenbaum, a substituição da meta de déficit público operacional (que desconta correções monetária e cambial) pela meta de superávit fiscal primário (além das correções, desconta os juros internos e externos). Nas metas acertadas com o Fundo, no primeiro trimestre, o Brasil deveria ter obtido um déficit operacional de no máximo Cr$5,6 trilhões. Mas o resultado foi de Cr$7,9 trilhões. Já na previsão de superávit primário, o país deixou de realizar o programado por Cr$302 bilhões, pois a previsão mínima do FMI era de Cr$6,5 trilhões e foi alcançado o total de Cr$6,1 trilhões. Na troca de critérios, o Brasil estará mais perto de atingir as metas fixadas no acordo com o FMI (O Globo).