O presidente Fernando Collor assinou ontem decreto autorizando a assinatura de contrato de gestão entre a União, a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e suas controladas. O contrato permite maior liberdade na administração das empresas, desde que elas cumpram metas anuais de desempenho. As empresas passam a ter autonomia para contratar e demitir pessoal. Mas, no caso da Vale, o quadro não pode ultrapassar 18.200 funcionários e os gastos com a folha de pagamento devem chegar, no máximo, a 16% do faturamento, o que equivale a cerca de US$400 milhões. Outra meta que a Vale se comprometeu a cumprir é o nível de endividamento, que não pode ultrapassar US$1,3 bilhão, equivalente a 10% do patrimônio da empresa. A Vale terá de reduzir sua dívida em US$100 milhões em relação ao ano passado. Além disso, a Vale propõe aumentar sua produção de minério de ferro de 72,1 milhões para 73,5 milhões de toneladas e a de ouro, de sete milhões para 11,3 milhões de toneladas. O ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, informou que entre os futuros contratos de gestão a serem implantados estão as empresas do setor siderúrgico, as que integram o setor elétrico e a PETROBRÁS, nesta ordem (FSP) (O Globo) (GM).