Os produtos florestais explorados de forma racional e sustentável terão livre comércio, sem barreiras alfandegárias. A decisão, tomada ontem na reunião da comissão diplomática que está definindo o texto da Declaração sobre Florestas no Riocentro, derruba a tese-- defendida por alguns países ricos-- da impostição de restrições comerciais com o intuito de desestimular a produção madeireira evitando, assim, a devastação ambiental. A queda das barreiras comerciais para a madeira e a borracha foi uma vitória dos países em desenvolvimento-- especialmente da Malásia-- no âmbito das negociações diplomáticas durante a Rio-92. A eliminação dessas barreiras comerciais valerá apenas para os produtos explorados com base em técnicas de manejo florestal preconizadas internacionalmente para evitar o esgotamento dos recursos madeireiros, estimulando a criação de projetos de desenvolvimento sustentável nas florestas (GM).