Mesmo confirmadas as perspectivas do ministro da Econômica, Marcílio Marques Moreira, de um PIB positivo de 3% neste ano, o desemprego permanecerá alto e poderá até ampliar-se. A explicação é relativamente simples. Como a população cresce por ano em percentuais equivalentes, uma evolução do PIB nesse ritmo apenas acomodaria o exército de novos trabalhadores que todos os anos chegam ao mercado. Annez Andrauz, da Fundação SEADE, afirma que 1% do PIB equivalia à criação de 0,4% a 0,6% de novos empregos no começo da década de 80. "Como na época não havia tanta tecnologia, é possível que essa relação hoje seja mais desfavorável aos trabalhadores", diz. Sérgio Mendonça, do DIEESE, acha que o PIB crescerá este ano lastreado pelo bom desempenho da agricultura. Assim, o maior mérito dessa taxa possível de 3% será mesmo fixar o
47557 homem no campo. No mais, é difícil viabilizar um incremento nas
47557 contratações de mão-de-obra, afirmou (JB).