O ritmo das ONGs ocupou ontem o estacionamento do Riocentro. Ao som do bumbo indígena norte-americano, cerca de 100 manifestantes se agruparam junto à entrada do pavilhão central, levando faixas e cartazes e entoando canções de protesto. O venezuelano José Moya imprimiu o tom do protesto: Estamos dispostos a fazer o que for necessário para salvar o planeta.
47547 Não permitiremos que os defensores dos tratados teóricos assinem as
47547 convenções de modo irresponsável, garantiu. Uma manifestação de ecologistas terminou em conflito entre os manifestantes e os seguranças da ONU. Mais tarde, a visita de uma delegação de índios provocou brigas e expulsão de jornalistas. Representantes das ONGs de vários países reuniram-se do lado de fora do Riocentro por volta das 11h. Os que tinham credencial entraram, mas foram expulsos mais tarde porque cantavam e exibiam faixas dentro do pavilhão central. Os seguranças da ONU confiscaram os crachás de pelo menos cinco pessoas. Trinta fuzileiros navais acompanharam a manifestação dos ambientalistas. Para controlar a área interna do Riocentro, a ONU trouxe mais 150 guardas de Nova Iorque (EUA). Com a chegada dos chefes de Estado e de governo para os últimos dias da conferência, a expectativa é de que os agentes de segurança da ONU passem a ter uma atuação mais incisiva na repressão de manifestações (O Globo) (JB).