O juiz José Maria Teixeira do Rosário, de Redenção (PA), decretou ontem a prisão preventiva do líder indígena Paulo Paiakan, acusado de ter estuprado, no dia 31 de maio, a estudante Sílvia Letícia Luz Ferreira, de 18 anos. Rosário disse que está aguardando nova denúncia de estupro praticada por Paiakan contra a menor L.L., de 14 anos, que foi encorajada, ontem, pelos familiares da estudante Sílvia. O juiz decretou a prisão por considerar Paiakan um índio "emancipado de fato", com capacidade para responder a processo criminal. Paikan possui conta bancária, um terreno em Redenção registrado em seu nome e cédula de identidade. Paiakan estava na aldeia Aukre, a 300km da cidade. O advogado da FUNAI designado para cuidar do caso, Otávio Uchoa, esteve com o chefe indígena e afirmou que Paiakan lhe disse que tudo não passa de "fofoca". O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, disse que o caso de Paiakan deve ser encaminhado como qualquer outro crime. "Cometido o crime, a polícia deve apurar e fornecer elementos para que o Ministério Público ofereça a denúncia. O processo tem que haver", afirmou (FSP).