Os países que, junto com o Brasil, formam o MERCOSUL não possuem uma indústria de informática tão desenvolvida como a brasileira, mas não sofreram, por outro lado, a tão discutida reserva de mercado e, por isso, possuem segmentos de suas economias mais informatizados do que os brasileiros. É isso que começou a ser mostrado ontem, na abertura do 1o. Congresso e Feira de Informática do MERCOSUL-- Fenamerco 92, em Porto Alegre (RS), com a presença de empresários brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. O presidente da Regional RS da Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática, Edison Ferreira Fontoura, observou que, no início, o sentido dos negócios possibilitados pelo MERCOSUL deverá ser de fora para dentro do Brasil. "Principalmente porque a informatização desses países não viveu a reserva de mercado. Há setores de suas economias informatizados com tecnologia internacional. Estamos esperando, com a Fenamerco, o estabelecimento de parcerias para colocar a nossa tecnologia e para fazer os avanços internacionais que já existem na Argentina, Uruguai e Paraguai. Além da exposição de produtos, a Fenamerco vai possibilitar debates sobre a legislação do setor existente em cada país. "O software, por exemplo, não é conhecido pelas alfândegas, e não se tem medida para trabalho intelectual do software. A questão dos tributos também deverá ser debatida", lembrou Fontoura. A Fenamerco terá ainda uma sala de negócios. "O nosso produto mais forte, aquele que deverá despertar maior interesse dos empresários estrangeiros, será a nossa tecnologia na informatização bancária, pois a nossa é uma das melhores do mundo" (JB).