Os credores internacionais receberam bem a proposta do governo brasileiro de dar US$3 bilhões como garantia ao acordo da dívida, informou ontem o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. O total das garantias deve ficar um pouco acima, US$3,2 bilhões, disse o ministro. Metade dessa quantia virá das reservas do país em moeda estrangeira. Em maio, no conceito de caixa, estas reservas atingiram cerca de US$17 bilhões. Da quantia restante, de US$1,6 bilhão, cerca de US$800 milhões deverão vir do Banco Mundial (BIRD) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). E o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá entrar com pelo menos US$350 milhões. Marcílio disse acreditar que a negociação está em seu estágio final. Por isso, enviou, ontem, a Nova Iorque, o diretor da área externa do Banco Central, Armínio Fraga (O Globo).