G-7 ACHA QUE PAÍSES POBRES QUEREM DEMAIS

A discussão sobre o financiamento de projetos ambientais que devem ser definidos na Agenda 21 causou ontem um impasse na Rio-92. Na discussão inicial do documento de oito páginas, que pretende ser uma carta de intenções ecológicas para o século 21, foram feitas cerca de 50 propostas de emenda. "É um gigantesco passo para trás", disse o representante dos EUA na reunião, Curtis Bohlen. Na sua opinião, há risco de o assunto ficar sem definição na conferência. A parte monetária da Agenda 21 está no seu capítulo 33. A proposta de texto foi discutida ontem pela primeira vez. A parte monetária da Agenda 21 está no seu capítulo 33. A proposta de texto foi discutida ontem pela primeira vez. Em síntese, os países pobres (o Grupo dos 77) querem um compromisso maior dos ricos sobre disponibilidade de fundos. Os ricos dizem que vão dar mais dinheiro, mas não querem fixar uma data limite para isso. Aí reside todo o problema. Os participantes da Rio-92 devem concluir o artigo sobre financiamentos até amanhã a noite. No dia 11, começam a chegar os chefes de Estado para assinar os tratados discutidos e finalizados no Rio (FSP).