O empresário Paulo César Farias admitiu à Polícia Federal que realmente pressionou o então presidente da PETROBRÁS, Luís Otávio Motta Veiga, a aprovar empréstimo para a VASP. Ele disse que telefonou quatro vezes para Motta Veiga, a pedido do presidente da VASP, Wagner Canhedo, e que esteve pelo menos uma vez no gabinete do presidente da PETROBRÁS para defender o negócio. Ao deixar o cargo, numa das primeiras crises do governo Collor, Motta Veiga disse que foi vítima do "esquema PC" por ter recusado a ajuda à VASP. Depois de constatar indícios de irregularidades nas declarações de renda de PC, a Receita Federal vai investigar todas as empresas que fizeram negócios com PC (FSP).