O FMI acompanhará com mais atenção os efeitos de seus programas sobre o meio ambiente, a partir de acordos assinados pelas nações durante a Rio- 92. Para buscar subsídios a esta nova orientação, o diretor-gerente do Fundo, Michel Camdessus, encontrou-se ontem com o comitê diretivo do Fórum Global, onde estão reunidas as ONGs. O objetivo do encontro foi conhecer as propostas das ONGs sobre as ações ambientais previstas para a Agenda 21. Esta agenda, embora esteja sendo negociada entre os representantes dos governos, deverá sofrer influências em sua definição, ou em sua implementação, das entidades não-governamentais, que têm meios de pressão pela opinião pública. O FMI, da mesma forma que o BID e o BIRD, está sofrendo pressões da sociedade nos países desenvolvidos para que as políticas determinadas em seus acordos não provoquem agressões ao meio ambiente. Um grupo de técnicos da instituição está realizando um estudo sobre os efeitos da política fiscal sobre o uso dos recursos e o meio ambiente, e já começa a acompanhar de forma sistemática as reservas naturais dos países, para medir o esgotamento dos recursos naturais. A nova diretriz do FMI deverá levar as políticas econômicas que monitora a se voltarem cada vez mais para a eliminação de distorções no uso de insumos que prejudiquem o meio ambiente (JB).