O embaixador Rubens Ricúpero, presidente do grupo de trabalho da Rio-92 sobre recursos e mecanismos financeiros, apresentou ontem o texto básico que deverá conduzir as discussões do tema mais polêmico da conferência. O documento contém alternativas que atendem tanto aos países que detendem o uso do BIRD (Banco Mundial) como o instrumento para financiar a Agenda 21, como os que não aceitam a concentração dos investimentos no fundo de meio ambiente ligado à entidade, o Global Environment Facility (GEF). Os países em desenvolvimento defendem a criação de um "Fundo Verde" mais frontoso do que o GEF. No texto, Ricúpero expõe vários mecanismos de financiamento que poderiam ser adotados, como organismos de cooperação bilateral, investimentos da iniciativa privada e através de bancos regionais, além do controvertido GEF (JB).