FRANÇA ASSINARÁ ACORDO DA BIODIVERSIDADE

Depois de ter anunciado oficialmente que não assinaria a convenção sobre biodiversidade, um dos mais importantes documentos da Rio-92, a França voltou atrás e afirmou ontem que aceita o acordo. Com seu gesto, o governo francês deixa os EUA praticamente sozinho no papel de vilão do encontro. A convenção sobre a preservação das espécies animais e vegetais (biodiversidade) ganhará hoje a assinatura inaugural do presidente Fernando Collor. Ontem, Collor assinou a Convenção-Quatro sobre Mudança Climática, o polêmico tratado que deveria afastar a Terra do perigo do efeito estufa. Outros 11 países também assinaram o documento: Bélgica, Noruega, Liechtenstein, Austrália, Islândia, Finlândia, Israel, Nova Zelândia, Uruguai, Holanda e Antígua Barbuda. O documento só deverá entrar em vigor depois de 1996, após cumprir o longo percurso jurídico das ratificações. O texto é polêmico porque deixa de mencionar metas e prazos claros para reduzir as emissões de gás carbônico (CO2), principal gás do efeito estufa. Minutos antes de assinar o tratado, Coolor aludiu à insatisfação de muitos países e cientistas com a ausência no texto de metas e prazos dizendo que a "ênfase aqui é somar, não dividir" e que os termos da convenção "são adequados para que se iniciem, sem demora, as ações necessárias" (FSP) (JB).