Os empresários exigem imunidade criminal e tributária para apresentar supostas provas contra Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro de campanha do presidente Fernando Collor. Eles não estão dispostos a testemunhar sem anistia no inquérito que apura as denúncias de Pedro Collor. Temem acabar no banco dos réus como co-autores de crime de corrupção ativa. Pedro Collor entregou ontem à CPI do Congresso Nacional que investiga o caso PC Farias documentos que, segundo ele, indicam superfaturamento na licitação que escolheu a empresa IBF (Indústria Brasileira de Formulários) para fornecer os bilhetes da loteria instantânea federal, a Raspadinha. Pedro diz que o conjunto de mil bilhetes custa US$26 no mercado internacional. Na licitação da CEF (Caixa Econômica Federal), segundo Pedro, a IBF apresentou custo de US$100. A empresa diz que recebe menos de US$50 por milheiro. O ex-secretário particular da Presidência da República, Cláudio Vieira, foi convocado para depor na CPI. Pedro disse que avisara Vieira sobre a suposta rede de corrupção montada por PC. A CPI decidiu convocar também o secretário-geral da Presidência da República, embaixador Marcos Coimbra. Pedro Collor repetiu na CPI que não dispõe de documentos contra PC e que não pode provar qualquer ligação de PC com o presidente Collor (FSP) (O Globo).