A indústria automobilística brasileira fabricou em maio um total de 84.716 veículos entre passageiros e uso misto, comerciais leves, caminhões e ônibus. Foi uma ampliação de 20% sobre abril. No acumulado dos cinco meses a produção chegou a 376.562 veículos, mais 19,36% em relação a igual período de 1991. No mês passado, as montadoras venderam para as concessionárias 60.629 veículos, ou 14,57% abaixo de abril. A indústria fechou os cinco primeiros meses de 1992 com o melhor resultado (em valor) nas exportações-- US$1,08 bilhão-- nos seus 35 anos de atuação no país. Correção cambial saudável; visibilidade política e econômica e países potencialmente compradores (sobretudo América do Sul e México) com economia em recuperação são, na visão do vice-presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Mauro Marcondes Machado, pontos determinantes para o recorde das exportações. Em maio, foram exportados 29.915 veículos. MERCOSUL-- Não há dúvidas que, ao lado de países emergentes como o México, por exemplo, a forte alavancagem das exportações brasileiras de veículos tem a cobertura do protocolo 21, o intercâmbio comercial Brasil- Argentina, criado em 1991. De início foi estabelecido um limite de 10 mil unidades de cada lado; depois, o limite subiu para 18 mil para cada país. No próximo dia 20 termina o prazo para que cada lado cumpra sua parte. De janeiro de 1991 até março de 1992, no entanto, o Brasil tinha 33.107 unidades exportadas ante 5.985 exportadas pelos argentinos. Para 1992 (de 1o. de janeiro a 31 de dezembro) o intercâmbio de veículos estabelecido entre os dois países será de 25 mil unidades para cada lado (em termos de automóveis e uso misto), além de 466 caminhões e 234 ônibus (GM) (FSP).