O aumento do intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina, que no ano passado totalizou US$3,06 bilhões ante US$2,03 bilhões em 1990, está incentivando novas iniciativas de negócios, que pretendem explorar as boas perspectivas do mercado comum entre os dois países e Paraguai e Uruguai, dentro do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul). Enquanto algumas empresas de porte abrem filiais em Buenos Aires, pequenos e micros estabelecimentos têm poucas possibilidades isoladamente e enfrentam dificuldades operacionais-- como aluguel de salas, infra- estrutura e mesmo conhecimentos mais aprofundados de comércio exterior. Temos interesse em que empresas brasileiras se firmem na Argentina, pois
47432 há um potencial muito grande de possibilidades, diz Oscar Basílio, que se uniu a outro empresário brasileiro, Marco Antônio Coelho, para implantar o OEBA-- Oficinas Equipadas em Buenos Aires. Com um investimento de US$220 mil de recursos próprios e sete meses de obras civis, eles montaram um andar com 10 salas e uma de reuniões com 340 metros quadrados totais e estrutura de escritório. Os assinantes do serviço têm acesso a secretária, recepcionista, office-boy, telecomunicações e assessoria jurídica, pagando US$2,5 mil por trimestre, US$4 mil por semestre ou US$6 mil por ano-- ou mesmo taxas diárias, para pemanências curtas. A empresa faz um levantamento prévio de pesquisa sobre as áreas de interesse do cliente e realiza o trabalho de divulgação dos produtos. Desde o início de maio, a OEBA já obteve quatro clientes mais ainda nenhum deles é brasileiro. "Falta ainda que os empresários brasileiros acreditem no MERCOSUL", diz Basílio (GM).