O presidente do BIRD (Banco Mundial), Lewis Preston, fez ontem uma apologia do desenvolvimento econômico, como via de acesso à preservação ambiental, durante a Rio-92. "Promover o desenvolvimento e proteger o meio ambiente são aspectos complementares da mesma agenda e ambos são necessários à redução da pobreza", afirmou. Para ilustrar tal visão, o BIRD divulgou um documento onde avalia suas atividades na América Latina e no Caribe, onde o banco investiu cerca de US$1,5 bilhão em projetos ambientais nos últimos dois anos. Os US$125 bilhões anuais que o secretário-geral da Rio-92, Maurice
47430 Strong, julga necessários para levar o desenvolvimento sustentável a todo
47430 o planeta não deveriam assustar ninguém, disse Preston. ""Se todos os países eliminassem os subsídios que promovem o consumo excessivo de energia e recursos naturais, esta cifra seria facilmente alcançada". Lewis Preston também anunciou que o BIRD pretende ampliar o volume de recursos próprios destinados a projetos ambientais em países com renda per capita inferior a US$400. O orçamento da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA)-- programa que faz parte do BIRD-- passará dos atuais US$15,5 bilhões para US$20 bilhões nos próximos três anos. Outro segmento do banco, o Global Environment Facility (GEF)-- administrado em conjunto com as Nações Unidas, e que deverá financiar as ações propostas na Rio-92-- tem hoje em caixa US$1,3 bilhão. Deste total, US$860 milhões irão para projetos ambientais em geral e US$500 milhões serão destinados à promoção da substituição dos gases danosos à camada de ozônio (GM).