UNIÃO NÃO PAGA EM JUNHO PARCELA DO 13o. SALÁRIO

O Tesouro Nacional terá que produzir, neste mês, um superávit de caixa próximo a Cr$300 bilhões-- mais de 40% acima dos Cr$210,1 bilhões gerados em maio--, para cumprir a meta de superávit primário (relativa às contas do governo federal) acertada com o FMI para o trimestre abril- junho. O diretor do Departamento do Tesouro Nacional, Roberto Guimarães, garantiu à equipe econômica que conseguirá esse superávit. Para realizar esse escorço, decidiu-se um novo corte de gastos: os funcionários públicos não receberão, neste mês, o tradicional adiantamento da primeira parcela do 13o. salário. Só com essa medida, o Tesouro economizará cerca de Cr$1,3 trilhão. Uma redução considerável do lado da despesa, já que não se conta com expressivo aumento real da arrecadação de impostos em junho. Isso, contudo, ainda não garante o cumprimento da meta de superávit primário do setor público, prometida para o primeiro semestre, de Cr$14,8 trilhões. É preciso esperar informações sobre o comportamento dos estados, municípios e empresas estatais, além da Previdência Social (GM).