O volume de operações de exportação do Banco Real para os países-membros do MERCOSUL-- Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai-- registrou um crescimento de 262% em 1991 em relação ao ano anterior. Esse resultado é cerca de cinco vezes superior ao crescimento do volume geral das exportações para a região no mesmo período-- de 53%. A informação é do diretor-adjunto da área exterior do Banco Real, Benedito Carlos de Pádua. Segundo Pádua, esses negócios de exportação-- que se constituem de financiamentos executados junto a exportadores brasileiros e garantias de pagamento-- movimentaram, no Banco Real, cerca de US$250 milhões no ano que passou, um volume significativo considerando que o total do mercado em 1991 foi de US$2,3 bilhões. Pádua afirmou que o bom desempenho do Real está vinculado ao próprio crescimento desse mercado com a estabilização da economia argentina. "Com a economia argentina estável, ela passou a realizar mais importações brasileiras como o ferro e aço", afirmou. Segundo ele, as exportações do Banco Real com a Argentina representam, hoje, 80% do total das operações do banco com o MERCOSUL. Um outro fator apontado por Pádua para explicar o crescimento dos negócios do Real na região é a presença do banco em todos os países do MERCOSUL. "O Banco Real está nesses mercados há mais de quinze anos e conhecemos a economia de cada país detalhadamente", afirma. O Real possui sete agências no Uruguai, três no Paraguai e uma na Argentina. A atuação direta do Banco Real nesses quatro países permite que as
47422 empresas recorram a uma só instituição bancária para intermediar seus
47422 negócios. Com uma só instituição envolvida, o empresário ganha tempo e
47422 economiza custos, avalia Pádua. Atualmente, os negócios de exportação do Real no MERCOSUL representam 17% do total de seus negócios no setor. Nos primeiros quatro meses deste ano, os negócios de exportação já atingiram o patamar de US$200 milhões. De acordo com as previsões de Pádua, esse resultado indica um crescimento de 60% neste ano, diante de um mercado que deve chegar próximo dos US$3 bilhões. O Real tem realizado também operações de "forfaiting" com os países do MERCOSUL. Essas operações consistem na compra de crédito de exportação de seus clientes com base na capacidade de pagamento dos importadores, no entanto, sem garantias. "A vantagem dessas operações é que a ausência de garantia se traduz em menores custos para o importador", explica Pádua. Segundo ele, a ausência de garantias faz com que o banco assuma os riscos da operação. "Mas apenas assumimos os riscos depois de uma avaliação profunda de todos os pontos que envolvem a operação", afirma (GM).