O delegado da Polícia Federal, Magnaldo José Nicolau, vai pedir auditoria na Central de Medicamentos (CEME) para a verificação de compras feitas sem licitação no período em que Luiz Romero Farias, irmão de PC, era secretário-executivo do Ministério da Saúde. Magnaldo recebeu no último dia 2 cerca de 500 notas de empenho, todas de compras sem licitação, muitas na casa dos bilhões de cruzeiros. As notas foram enviadas à Polícia Federal pelo deputado Jackson Pereira (PSDB-CE), autor de várias denúncias de irregularidades no órgão, cometidas, segundo ele, por diretores ligados ao empresário Paulo César Farias. Eles se aproveitavam de licitações velhas para fazer aditivo em cima de
47412 aditivo, explicou o deputado. Jackson Pereira observou que praticamente todas as compras do Ministério da Saúde eram desviadas para a CEME, onde estariam dois homens ligados a PC: o ex-presidente do órgão, Antônio Carlos Santos, e Luís Fernando Ribeiro Gonçalves, ex-diretor do Departamento de Finanças da Central de Medicamentos. Quase todas as notas de empenho enviadas à Polícia Federal são assinadas por Santos e Gonçalves. A Polícia Federal tem quatro inquéritos abertos para apurar irregularidades na CEME (JB).