Um terço da cobertura florestal do planeta já foi removido. A denúncia, misto de alerta, foi feita por Jack Maini, do Departamento da Federal de Floresta do Canadá, durante a reunião do programa científico do Grupo de Trabalho Nacional da Rio-92. Isso significa que há atualmente 1,5 bilhão de hectares de terras degradadas por causa do desmatamento, área que corresponde à soma dos territórios da China e da Índia. Segundo Maini, a degradação do solo é uma questão a ser tratada pelos cientistas de forma precoce, quando se captam os primeiros sinais de mudanças nos ecossistemas, e não quando a degradação está instalada e não há mais meios de evitá-la. Na sua opinião, é importante que os pesquisadores saibam conciliar as alterações ambientais com as necessidades sociais para poder promover um desenvolvimento sustentável. O maior problema do desmatamento no Brasil é que a destruição das
47406 florestas não está contribuindo em nada para a melhoria da população, alertou Philip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Segundo ele, embora a taxa de desmatamento tenha caído para a metade nos últimos anos, a área de floresta abatida ainda é enorme: 11 mil km2 por ano. De acordo com o pesquisador, uma pequena fatia de 0,1% da população, que mora em fazendas maiores de mil hectares, é a responsável por um quarto de todo o impacto ambiental brasileiro na produção do efeito estufa. Isso corresponde a aproximadamente sete vezes mais do que o impacto gerado pela queima de combustível fóssil no país (JB).