Diante da dificuldade para execução das metas econômicas acertadas com o FMI, o Ministério da Economia já traçou uma estratégia: continuará adotando uma política monetária e fiscal de contenção conforme prescreve o acordo, mas não pedirá "waiver" (dispensa de cumprimento) pela eventual frustração dos objetivos traçados. Sem o "waiver", o governo não terá direito ao financiamento de US$2 bilhões do Fundo, mas também não passará pelo constrangimento de romper o acordo, indispensável para a conclusão das negociações com os bancos credores e acordos no Clube de Paris. A argumentação econômica será apresentada pelo ministro Marcílio Marques Moreira ao diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, na próxima semana. O ministro mostrará com dados estatísticos que as diretrizes de política econômica negociadas com o Fundo estão sendo cumpridas à risca (O Globo).