NEGOCIAÇÃO COM O COMITÊ ASSESSOR DA DÍVIDA EXTERNA

A contraproposta do comitê assessor de bancos sobre a renegociação da dívida externa brasileira recebeu ontem elogios do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, para quem a aceitação pelos bancos, pela primeira vez, do escalonamento de parte dos desembolsos de garantias por um período de dois anos é um passo adiante muito significativo na corrente renegociação. O mecanismo é conhecido como "phase in", e os bancos propõem um volume inicial de recursos do país entre US$2,5 bilhões e US$3 bilhões. Não está claro ainda se esse montante seria só para compra de garantias (Bônus de Cupom Zero do Tesouro dos EUA) do principal, requerida por dois dos sete instrumentos do Plano Brady em discussão, ou se incluem os recursos a serem depositados numa conta especial para garantia rolável de 18 meses de juros, requerida por três dos novos bônus. Existem na mesa agora duas propostas completas. Uma, de 25 páginas, do Brasil, apresentada a 15 de maio; outra do comitê, apresentada no último dia 29. O negociador oficial da dívida, Pedro Malan, no entanto, se recusa a comentar o processo. As conversas agora procuram possíveis pontos de convergência entre as duas propostas, em busca de um acordo até o final deste mês (GM).