Em relatório divulgado ontem, o Greenpeace resumiu sua opinião sobre a Conferência do Rio: "A Rio-92, em vez de solução, se transformou em mais um problema ecológico". "Acreditávamos que ela seria um marco na transformação de um modelo de desenvolvimento destrutivo para um socialmente justo e ecologicamente saudável. Mas, na prática, a conferência faz parte de um processo de venda do planeta. Vamos perder uma oportunidade única", disse Joshua Karliner, o coordenador da entidade para a Rio-92. Segundo a organização ambientalista internacional, existem três razões para o fracasso da conferência, entre eles o boicote promovido pelo governo dos EUA a avanços em questões relativas à biodiversidade, efeito estufa e lixo tóxico. As outras causas seriam a subordinação da direção da conferência aos interesses empresariais e a exclusão de temas como a energia nuclear e a exportação de produtos tóxicos. O relatório afirma ainda que a Rio-92 abandonou a resolução original da ONU em relação às florestas-- o documento diz que o Brasil é o maior destruidor de florestas tropicais (17 mil km2 por ano)-- e que a Agenda 21 não tem qualquer referência à necessidade de regulamentar a indústria da biotecnologia (O Globo).