Os consumidores brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios vão comprar produtos agropecuários a preços estáveis, graças à duplicação da oferta, a partir de 1995. A previsão é do representante do Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA), Victor Eduardo Machinea. O fim da inflação e do risco de desabastecimento, segundo ele, só ocorrerá com o estabelecimento do Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL), previsto para 31 de dezembro de 1994. O raciocínio de Machinea pode parecer otimista demais para o Brasil, que há anos vive em crise econômica. Para o diretor do IICA, contudo, as condições equitativas de comércio, com o fim das tarifas aduaneiras, aglutinará os países do MERCOSUL e seus potenciais de comercialização. Machinea defende a atuação conjunta entre governo e lideranças rurais nas principais decisões políticas. Essa proposta foi levada por ele ao Congresso Íbero-americano de Agricultura, realizado em Salamanca, na Espanha, do qual participou o ministro da Agricultura e Reforma Agrária, Antônio Cabrera (O Globo).