BRASIL PODERÁ EXERCER PAPEL DE MEDIADOR NA RIO-92

Anfitrião da primeira reunião de cúpula mundial sobre meio ambiente, o governo brasileiro se preparou para ser "juiz de paz" da Rio-92. Com o ônus de quem quer evitar o fracasso do encontro na própria casa, o país de instruções expressas ao grupo de negociadores do Itamaraty para agir em todos os momentos em que as discussões possam ameaçar o êxito da conferência. Embora estejam prontos para acalmar os ânimos dos delegados mais radicais, os quase 30 diplomatas do Itamaraty que integram a delegação oficial de 123 brasileiros receberam ordens de não abandonar as principais posições defendidas pelo Brasil nas reuniões preparatórias da Rio-92, como a exigência de haver dinheiro "novo e adicional" para financiar projetos ambientais. Mesmo endossando o Global Environmental Facility (GEF) do Banco Mundial, o Brasil quer que ele seja ampliado e inclua as nações em desenvolvimento no fórum das decisões sobre o destino dos dólares do Primeiro Mundo. Os diplomatas brasileiros também terão de gastar saliva na discussão de dois outros temas de interesse do país na Rio-92: o capítulo de proteção da atmosfera e a formação de instrumentos que monitorarão os países que estarão ou não cumprindo os compromissos assumidos no Riocentro (JB).