Um ramo de negócios em São Paulo movimenta Cr$97,2 bilhões mensais sem pagar um tostão de impostos: a exploração do submundo dos cortiços. O número está próximo aos Cr$104 bilhões por mês que circulam nas locações residenciais "normais". Em São Paulo, há 3,5 milhões de pessoas-- a população do Uruguai-- vivendo e cortiços. Segundo a Superintendência de Habitação Popular de São Paulo (Sehab), 36% dessas pessoas vivem na região central. Levantamento feito em 1985 pela Associação de Defesa da Moradia (ADM) apontou 17 pessoas controlando 450 cortiços no centro da cidade. Os sublocadores (ou intermediários) alugam um imóvel a baixo custo e depois negociam os cômodos com várias famílias. Nunca é feito um contrato formal. O total que o sublocador arrecada dos encortiçados é sempre muito maior que o aluguel pago por ele ao proprietário (FSP).