Com um faturamento anual de US$4,5 bilhões e considerada a maior empresa exportadora de minerais de ferro do mundo, a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) está-se voltando para um novo modelo empresarial, diferente da administração de negócios de uma estatal. A empresa vem operando no azul, baseado no livro "Fundamentos para o Plano Estratégico", um glossário de diretrizes da empresa para a década de 90. O documento, que começa a ser divulgado entre os 18 mil funcionários da empresa, destaca a preocupação da Vale com seu futuro, o respeito ao cliente, ao acionista e ao empregado. Segundo o presidente da CVRD, Wilson Brumer, 43 anos, há uma referência especial às principais metas de sua gestão, iniciada em março de 1990, que se tornaram uma legenda nas comemorações dos 50 anos da empresa em junho: buscar competitividade, mais confiabilidade e qualidade. Wilson Brumer destaca que a nova Vale do Rio Doce deverá trilhar os seguintes rumos sob sua administração: 1) estar permanentemente orientada para o cliente e para o mercado: busca de qualidade total e da agregação de valor de capital investido; 2) garantir a competitividade do produto; 3) buscar o desenvolvimento sustentável; 4) diversificar, verticalizar e globalizar os segmentos de recursos minerais; 5) desenvolver-se como empresa de logística; 6) atuar como promotora de investimentos e empreendimentos; 7) ampliar sua competência nas áreas financeira e de comercialização; 8) valorizar e desenvolver os seus recursos humanos; 9) apoiar as comunidades onde atua; 10) conduzir sua ação segundo princípios éticos. A Vale quer permanecer no segmento de recursos naturais e manter sua posição entre as maiores empresas do mundo. Para isso, pretende diversificar suas atividades para melhor aproveitar seu patrimônio mineral (incluindo o cobre e o caulim) e acompanhar as mudanças de perfil de demanda dos recursos minerais e florestais. A diversificação deverá caminhar no sentido da exploração de minérios que produzam materiais de maior valor agregado, com ganho de competência no desenvolvimento de processos químicos para o tratamento mineral. A empresa deverá buscar ainda o segmento de minerais energéticos, que tenderão a ganhar maior relevância no futuro, diante das questões ambientais. A empresa espera verticalizar-se em direção à siderurgia e à busca da globalização, atuando em outras partes do mundo onde se apresentem novas oportunidades de negócios. Todo o sistema CVRD faturou no ano passado US$4,548 bilhões (GM).