EMPRESAS DEIXAM DE RENOVAR MÁQUINAS

Quando foi lançado, há dois anos, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP) visava levar a indústria brasileira ao Primeiro Mundo através da modernização dos modelos de administração e do acesso às novas tecnologias. Um dos flancos do projeto era justamente facilitar a compra de máquinas e equipamentos de modo a tornar o parque brasileiro mais competitivo. Uma olhada no desempenho da indústria nacional de bens de capital, no entanto, mostra um quadro desolador. Nos últimos dois anos, as vendas de máquinas no mercado interno despencaram cerca de US$4 bilhões, de acordo com as últimas estatísticas da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Nem por isso, as importações subiram muito. As compras no exterior cresceram US$600 milhões de 1989 para cá. O principal motivo é a recessão, responsável pelo encolhimento do caixa das empresas. A mesma crise também afetou as fontes bancárias de financiamento. As que sobraram embutiram juros proibitivos. O resultado foi a queda brutal dos negócios pelo pouco dinheiro destinado a novos investimento. O governo exigiu modernidade, mas a crise mostrou que faltou dinheiro para isso (JB).