A Americas Watch, divisão norte-americana da entidade internacional Human Rights Watch, divulga hoje relatório sobre conflitos agrários no Brasil, no qual diz que "o crônico problema da impunidade no contexto da luta por terra e por reforma agrária não melhorou em nada" desde 1991. O "total fracasso" da Justiça brasileira em deter a violência rural contra camponeses e militantes é denunciada pela entidade, que tem sede em Nova Iorque (EUA). O relatório afirma que a Rio-92 deveria servir como pretexto para enfatizar a questão, pois ela degrada não só os direitos humanos como a qualidade do ambiente. A entidade cita números da CPT (Comissão Pastoral da Terra), segundo a qual houve 1.681 assassinatos de trabalhadores rurais e militantes pela reforma agrária no Brasil desde janeiro de 1964. De todos esses casos, só 26 foram levados a julgamento e apenas 15 resultaram em algum tipo de condenação para os culpados (FSP).